Portugal Campeão do Mundo de Columbofilia 2018

Garcias & Rui – ACD Lisboa

Rui Nunes, Manuel Garcia e Cristiano Garcia, um jovem de 29 anos de idade,  formam a equipa Garcias & rui. A historia da columbofilia na vida destes 3 senhores começa bem lá atrás. Relata o Cristiano, o mais novo dos três, que tudo começou com António Garcia, seu avô que teve o seu primeiro pombal nesta mesma zona, onde hoje em dia ainda estão situados os pombais, mas no prédio em frente. Caricatas estas as instalações, mas eficientes e interessantes, são localizadas num cimo de um prédio em Fetais, Camarate… imaginem os nossos leitores o sótão de um prédio perfeitamente aproveitado. Toda a volta estão implementadas as várias secções, ao centro dispõem de um espaço livre de circulação, apenas existe uma única entrada para pombos do exterior para o interior, sempre que os pombos entram no pombal, passam pela secção de chegada e dai são encaminhados para o seu espaço que lhes está destinado..

Casal Base n.º 1 na mão

Cristiano Garcia com a fêmea e Rui Nunes com o Macho

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Há mais de 60 anos que a família Garcia, acompanha a lide columbófila, chegaram a concorrer na Charneca da Caparica, nesta altura a equipa era formada por pai e filho: António e Manuel Garcia. Com o falecimento do António, fica à frente da colónia Manuel Garcia, hoje em dia senhor com a bonita idade de 69 anos, e os seus dois filhos: Hugo Garcia e Cristiano Garcia. O Rui, homem de 48 anos, era um bom amigo de longa data, que já tinha tido pombos em outros anos com outros colegas, mas entretanto tinha deixado o activo, separou-se na altura dos sócios e quando começou novamente a mexer com  pombos, o Cristiano tinha por hábito visitá-lo, acabou por convidá-lo a fazer parte desta equipa, há 3 anos atrás junta-se então a Cristiano e Manuel Garcia. Assim foi a historia da formação desta equipa de sucesso, que concorre no distrito de Lisboa.

Filha Casal Base n.º 1

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Cristiano Garcia e Rui Nunes na frente do Pombal de Reprodutores 1

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Ver vídeo desta equipa: clique aqui

Casal Base n.º 2

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As instalações tal como referenciamos, estão implementadas no sótão de um prédio e estão dispostas da seguinte forma: os pombos entram do exterior para o interior para uma secção com ninhos, que normalmente esta ocupada por um bando de fêmeas, paralelamente a este espaço está uma segunda secções equipada com rampas anti acasalamento, ocupada pelo segundo bando de fêmeas, continuando em volta do sótão encontramos o primeiro pombal de reprodutores, com cerca de 15 ninhos… continuando, mais à direita temos duas boxes individuais onde estão em permanência os dois casais base, dos quais a grande maioria dos reprodutores e bons voadores têm origem.

2º Pombal de fêmeas

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Continuamos a andar para a direita, temos uma porta para o exterior em rede que permite a entrada de ar a este espaço, e imediatamente a seguir, um segundo pombal de reprodutores, com apenas 9 casais, onde podemos encontrar alguns exemplares a reproduzir, mais direccionados ao campeonato de fundo. Para finalizar, mais duas secções de reprodutores que aguardam a vez de entrarem no plantel principal. Mais recentemente foi construído um novo espaço para instalarem e voarem cerca de 25 machos a partir da próxima época.

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A condução da colónia acontece da seguinte forma:

Tudo começa pela realização de 8 a 10 treinos em linha, sempre aumentando a quilometragem de forma gradual na pré época e depois treinos em linha apenas esporadicamente, quando o tempo o permite, o voo é mais à volta do pombal, duas vezes ao dia, e sempre a partir de terça feira, nunca saem no dia seguinte à chegada de concurso. Alimentam com algum controlo da balança mas sempre tendo em atenção a prova que realizaram antes e a prova que vão fazer em seguida. Trabalho com 3 tipos de ração, a de chegada, a de preparação e depois uma para a saída, o jogo entre estes tipos de ração é o segredo, o numero de refeições de cada uma delas varia consoante o olho do columbófilo, tendo em conta o esforço efectuado e o esforço que se prevê que irão fazer.

Pombal direccionado mais aos reprodutores de Fundo

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Outra filha do Casal N.º 1

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Manuel Garcia com um dos machos da equipa de 2019 na mão

Ao fundo podemos observar a secção de entrada do exterior para o interior e este pequeno espaço onde se encontra o Manuel Garcia para a foto, está reservado a recuperar os pombos que regressam mais debilitados e para a próxima campanha servirá também de ligação a um espaço recentemente construído para albergar alguns machos em ninhos. Por norma apenas se dedicam, a voar com fêmeas , mas a partir da próxima época dedicar-se-ão também a voar com alguns machos.

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Diariamente neste últimos anos voam dois bandos de fêmeas, nunca juntam as pombas das duas secções a voar ao mesmo tempo, devido ao facto de formarem um bando muito grande e acontecerem frequentemente percas em acidentes nas antenas dos prédios vizinhos. Não faz qualquer sentido, ainda existirem tais antenas, e até circula uma petição Online que pede a obrigação da retirada destes mesmas antenas em todo o país em virtude de já não terem qualquer uso, mas caros leitores acreditem ou não, qualquer foto nas redes sociais vale 1oo likes, e esta petição em dois anos poucos mais assinaturas tem… é realmente inacreditavel… falamos muito, mas na hora de actuar e fazer alguma coisa…assobiamos para o lado…enfim…

Rui Nunes no Pombal de entrada

Este pombal serve também para acasalar pombos antes do inicio da campanha, depois serve para fazer o jogo semanal e serve para a chegada de treinos e concursos e é aqui que todas são alimentadas.

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Quanto a pombos e falando um pouco dos dois casais base: Ambas as fêmeas são da mesma família, são pombos que Manuel Garcia cultiva à dezenas de anos,  uma delas faz casal com um macho Lilaz consanguíneo nascido em casa da linhagem “Meulemans” e o outro é um pombo oferecido pelo sr. César Timóteo, conhecido pelo “Natalício”, um Janssen \ Van Loon e que tem uma historia engraçada. Certo dia o ofertante, aproximava-se a quadra do natal, chegou à beira do seu amigo Manuel Garcia e disse-lhe: “toma lá uma prenda de Natal a serio”… e na realidade veio a revelar se um reprodutor extraordinário, alias ao longo do artigo podémos fotografar algumas das suas filhas que trazemos até si caro  leitor, para as poder apreciar.

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A origem destes pombos quase que se perde no tempo. Ao longo dos anos foram adquiridos alguns exemplares de linhagens que se destacavam em Lisboa ou em casa de amigos por esse país fora, que se foram juntando aos pombos iniciais de António Garcia, nomeadamente pombos de Filipe Queirós. Encontrámos o fio à meada, na historia destes pombos, mas não conseguimos apurar  desde o seu inicio, mas conseguimos recupera-la mais recentemente: entrou no seu pombal vindo do amigo Gonçalves de Sacavem, um pombo que revolucionou toda a equipa, linhagem de uma Grondelar importada pelo seu amigo e cruzada ao seu Olímpico, deu uma geração fantástica. Entretanto o Gonçalves ofereceu uma filha ao Mário conhecido por Veterinário e que chegou a ser sócio de Manuel Garcia, que cruzou com um macho dele e dai nascem estas pombas que hoje em dia estão na base da velocidade e do Meio Fundo… e entretanto já passaram quase 20 anos destes pombos mas continuam a ser eles que andam bem e na frente.

2º Pombal de fêmeas viúvas

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Na especialidade do Fundo os melhores são os pigarços, que em parte também têm origem semelhante as duas fêmeas dos casais base de Velocidade e meio Fundo, mas o cruzamento foi com  um pombo do sr Cabim de Nisa. Esse casal já deu vários anilhas de ouro.

Todos os anos continuam a introduzir 2 ou 3 pombos que pensam que podem vir a trazer melhorias à colónia, e muita dessa aposta tem sido feita no Pombal Eijerkamp. Entrou também algum sangue Kannibal, alguns consanguíneos dos melhores sangues que possuem e sem duvida o pombo que mais impulsionou a colónia nos últimos anos foi o “Natalício” oferecido pelo amigo César Timóteo.

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Os cerca de 30 casais feitos anualmente e mais uma postura dos melhores voadores, reproduzem cerca de 90 borrachos que se vão juntar aos adultos para formarem uma única equipa para atacar o campeonato no ano seguinte. Antigamente apenas começavam com cerca de 100 pombos, mas recentemente esse numero tem sido largamente ultrapassado. No inicio de cada campanha começam  a atacar os concursos com os adultos e a partir do meio da campanha começam a entrar os borrachos, nunca são muito apertados, para depois poderem dar o máximo no ano seguinte como adultos. Eliminam apenas aqueles que durante este período revelem mesmo carências, debilidades ou apresentem atrasos frequentes, os restantes são mantidos na equipa, mesmo não apresentando resultados, em virtude de muitos destes, no segundo ano se revelarem bons voadores.

Filha do Casal Base n.º 2

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Perguntámos ao Cristiano,  se a equipa queria fazer algum agradecimento…

CG – Gostaríamos de agradecer ao columbofilia online por ter reparado no nosso trajecto, gostaria de agradecer a todos os nossos amigos e no que diz respeito à nossa colónia agradecer ao SR.CÉSAR TIMÓTEO pela oferta do “Natalício”, assim ficou baptizado devido a palavras em tom de brincadeira do sr.César “esta é a vossa prenda de natal”, um pombo que acrescentou muita qualidade a esta colónia, um reprodutor TOP. Desejamos a todos os columbofilos uma excelente campanha 2018

Entrada , neste momento com voliere, para o interior do sótão

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Principais títulos ganhos nos últimos anos:

2012

Clube Camarate, campeão Velocidade, Meio Fundo e Fundo

Campeão Velocidade Zona Distrital

Vice Campeão Meio Fundo Zona Distrital

2013

Campeão Meio Fundo SC Sacavem

2014

Campeão Absoluto SC Sacavem

Campeão Fundo Zona Distrital

2015

Campeão Meio Fundo SC Camarate

2017

Campeão de Meio Fundo na SC Camarate

Campeão Meio Fundo Zona Distrital

6º Melhor Columbófilo Nacional de Meio Fundo

destaque Garcias 2018

Lisboa tem muitas historias para contar e nós contaremos todas as que conseguirmos, vamos fazendo artigos aos campeões distritais, campeões de Zona e de bloco, mas não nos vamos esquecer dos grandes senhores da columbofilia alfacinha que têm feito a historia da columbicultura do distrito. Queremos recuperar o tempo perdido e trabalhar afincadamente. Um abraço a esta família com as suas origens na pacata localidade de Cabeção e ao Rui também lhe deixamos os melhores cumprimentos e votos de um excelente regresso à competição já este ano de 2019.

Parabéns pelos excelentes resultados.

 

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