Portugal Campeão do Mundo de Columbofilia 2018

A Columbofilia no Montijo… por Simão Cortiço

A Sociedade Columbófila do Montijo, foi fundada em 13 de Março de 1950, por um grupo de entusiastas que se juntaram no sentido de organizar a prática do nosso desporto na então Vila de Montijo. O funcionamento da mesma foi aprovado pela Federação Portuguesa de Columbofilia e comunicado pelo ofício nº 489/50 datado de 14 de Março.

Conheci ainda alguns dos seus fundadores, nomeadamente o António Barreto, que foi Presidente da Assembleia Geral durante muitos e muitos anos. Contava sempre no início de cada assembleia a história da fundação da coletividade, daí que me recorde de escutar repetidamente os nomes dos fundadores Alfredo Soeiro, Aldemiro Borges e mais um ou outro que a memória já apagou.

A primeira direção teve a seguinte constituição:

Alfredo Marques Soeiro

Jorge Sotano Lopes

António Barreto

Ildefonso Guerreiro Luís

José Martins Barros

Manuel da Encarnação Correia

Francisco José Viegas e Castro

Em 1977 quando passeava numa rua do Montijo, na companhia do meu pai, vi numa montra um pequeno cartaz que publicitava uma exposição de columbofilia da sede da Sociedade Columbófila do Montijo por alturas do Natal. Fiquei com a curiosidade aguçada, pois os animais sempre foram alvo do meu interesse, e nesse dia lá estávamos para ver os pombos expostos. Alguns columbófilos eram conhecidos do meu pai e logo se prontificaram a oferecer-me pombos ou borrachos. Eu era um rapaz de 13 anos e apesar de ter gostado muito do que vi, o interesse pela columbofilia não se manifestou de imediato, mas o adormecimento não durou muito tempo, pois o vírus da columbofilia de imediato se alojou em mim.

Depressa conheci o António Carlos (via o seu pombal da varanda da sede dos escuteiros que eu frequentava) que franqueou as portas do seu pombal para que eu começasse a ter contacto com os pombos, nas suas ausências apesar de muito novo era eu que ficava com a responsabilidade de tratar dos pombos. No fim da campanha de 1978 o António Carlos desistiu e eu fiquei com os pombos que ele não conseguiu vender e no ano seguinte já eu concorri com uma pequena equipa e com resultados desastrosos. Depois com a entrada do meu pai na columbofilia as coisas mudaram.

Nessa época os columbófilos que marcavam presença eram o António Pialgata, o José Cidades, o Justiniano Oliveira, o Domingos Oliveira, O Fernando Barão e o Virgílio José, o Benjamim, a dupla Martins e Ribeiro (Palmelão), o Francisco e o Júlio Galipa, o Mateus Rosa, o Alberto Reimão, o Jaime Subtil, o Fernando Marques (enfermeiro), o Manuel Jorge, a dupla Damiães e Monteiro, o António Guerra, o Cabrita, o Carlos Santos, o Fernando Inácio, o Pinela, o Henrique Maria, o Cristiano Resina, o Carlos Alberto (Pintinhas), o Júlio Paredes, o Luís Damiães, o Chico Borges e o Varela, o José António Silva (Facadas), o José Fundo, o Mário Aranha, o José Carrasquinho, o Neves e os Ferras, o António Nunes, o José Rodrigues, o Eduardo Terras, o Baeta, o Augusto Cepinha, o Palpita, o João Dores Nunes e o filho, o José Vitorino, o Carlos Vargas, o Morais, o José Albertino e mais um ou outro de que não me recordo o nome. Para além de mim Simão Cortiço o campeonato dos novos foi disputado em 1979, pelo Nuno Soares, o António Fidalgo, o Vítor Costa e o Rui Nicolau.

Os nomes que eu ouvia de columbófilos mais antigos que já não estavam no ativo eram o António Tavares, o Gil (voltou mais tarde), o Alfredo Soeiro, o Abel Ervedoso, o Castro, o Barros, o Ventura, os Catitas, os Samorenos, o Júlio Almeida (Bidua).

A espaçosa sede da coletividade situava-se num primeiro andar alugado á família Valagão, na Rua Conde Paçô Vieira, depois de ter tido sede na Praça da República, Rua José Joaquim Marques e Rua Miguel Bombarda (Rua do Norte).

Os pombos nesta altura já iam para os concursos em caixas metálicas e eram transportados de camião, já se tinha deixado de usar cestas de verga e o transporte através de comboio.

As caixas desciam do primeiro andar da sede por uma janela, usando-se uma engenhoca com um cadernal. O método poderia até parecer estranho, mas funcionou perfeitamente durante muitos anos. O pior era o barulho inevitável provocado pelo carregamento que não era nada do agrado da vizinhança. Mais tarde a Câmara Municipal cedeu um espaço nas instalações da Montiagri (parque de exposições) para aí se efetuarem os encestamentos e ser possível a recolha das caixas pelas novas galeras evitando que as mesmas circulassem pelo interior da cidade.

Nos anos seguintes foram aparecendo novos columbófilos concorrentes, são disso exemplo o Américo Miranda pai e o filho com o mesmo nome, o Milheiras Cortiço, o Manuel Agostinho e António José, o Armindo e o Manuel, o Paulo Paredes, o Bernardino, o António Garret, o Botas, o Soares, o Lopes (regressou depois de muitos anos emigrante, pois esteve nos primeiros anos da coletividade) e o Veiga, o Juvenal, o Carlos Pinto, o Chapa, o Luís Oliveira, o Caeiro, o Manuel Soares e os Terroristas, que vieram depois dar origem á equipe José e Pedro Almeida e depois Sol Nascente, o Américo Morgado, o Palma, o João Abel Santana, o Augusto Agostinho, o regresso do Figueiroa que muito jovem esteve nos primeiros anos da coletividade, o Joaquim Borralho (Mister Kim), o Marco, o António João Mocho, o Espada, o Domingos Traquino, o Arménio Bica, o Carlos Eloio, o Luís Morgado, o Carlos Pinto (Suiço), o Álvaro Estrada, o José Rio Pereira, o João Cabreiro, o Vicente Grilo , o Garcia, o Ricardo Oliveira, o Jorge Silva e o Luís Oliveira, Hélder Negalho, Mira, o Piedade, o Vítor Elvas, o Manuel Abril, O António Dominguez, o Vítor Dominguez, o Joaquim Manuel António, o Alexandre Dias, o João Zacarias, o Luís Santos, Afonso Costa e alguns outros cujos nomes não recordo.

Numa fase mais recente ainda, o Bruno Subtil, o Guilherme, o Filipe, o Bruno Espada, o Faiões e o Caldeira, o Hélio Teixeira, o Luís Marques, o Francisco Santos, o Sérgio Viegas, o Sandro Casaca, o João Pedro, o Leandro,  o Sérgio, o José Aroeira, o Lampreia, o Fernando e o António José Beja, o Pires, o Estevão, o Manuel Costa, o Ricardo Ferreira, o Marcolino, o Alberto Luís e o Nuno Correia.

A Ideia de que a nossa coletividade pudesse vir a ter uma sede própria partiu do tempo em que o presidente da Direção era o Professor Manuel Milheiras Cortiço e por essa altura foi feito o pedido de cedência à câmara Municipal. A justiça do pedido aliado ás boas relações existentes entre a coletividade e alguns dos seus dirigentes com os autarcas da época, permitiram que a cedência se efetivasse.

Entretanto a sede mudou de lugar para o terreno cedido em direito de superfície pela Câmara Municipal, onde também se instalou a Aldeia Columbófila.  O processo de elaboração de projetos quer da sede quer dos pombais decorreu de forma célere e o dinheiro, angariado sobretudo em Leilões que foram uma referência na região (quem não se recorda dos leilões no Montijo por alturas do 25 de Abril e/ou 1 de maio nos fins dos anos 80 e inicio dos anos 90?), foi fundamental para que hoje a nossa coletividade tenha uma sede de fazer inveja a muitos outros clubes.

A Sociedade Columbófila do Montijo é uma referência ao nível distrital, pela quantidade e qualidade dos seus concorrentes disputando sempre os primeiros lugares dos campeonatos distritais. A nível nacional é também reconhecida, pois nas suas fileiras encontram-se columbófilos que anualmente disputam os campeonatos nacionais, nomeadamente as equipes Sol Nascente e Luís Santos e Sérgio Viegas.

Atualmente a Associação Columbófila do distrito de Setúbal tem a sua sede nas instalações da coletividade e utiliza o seu amplo espaço exterior para recolha das galeras de transporte dos pombos para os concursos, permitindo assim uma receita extra.

Na Aldeia Columbófila estão instalados 6 pombais cuja utilização é feita por 4 columbófilos concorrentes.

Comemorará no próximo dia 13/3, 71 anos, uma bonita idade

A Sociedade Columbófila do Montijo caminha a passos largos para a comemoração das suas bodas de diamante (75 anos), desejamos que essa data não venha a ser esquecida e que se possam realizar os merecidos festejos, homenageando também aqueles que muito contribuíram e contribuem para o engrandecimento da columbofilia no Montijo.

Montijo, 11 de Março de 2021

Simão Cortiço

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