Portugal Campeão do Mundo de Columbofilia 2018

Rui Palaio – Mora – ACD Évora

Campeão Geral Sociedade Columbófila Morense em 2017 – ACD Évora

Quando Rui Palaio começou com os pombos era moço e sem qualquer base de ensinamentos, já que na família não havia columbofilos. Na altura sentia mesmo que não tinha qualquer noção do que era a columbofilia, entretanto em 2009 teve a felicidade de conhecer Bernardo Chitas Martins que foi seu professor, ao fim ao cabo o que sabe hoje em dia deve lhe muito a ele, e às muitas conversas que mantiveram. Não havendo possibilidade financeira de comprar pombos, seguiu o conselho do seu mestre que foi sempre, jogar os pombos nos concursos e ir guardando os melhores para reproduzir com eles, e assim foi fazendo o seu caminho ano após ano. Teve entretanto a felicidade de ter aparecido no seu pombal um pombo ofertado por António Pinto Balhé de Brotas, um pombo branco que era realmente de grande qualidade, um voador muito interessante, e um reprodutor superior, e despontou também um outro pombo, de José Garcia de Mora que fazia casal com esse Branco. Essa pomba ficou conhecida por “Laranja do Chão”. Tudo mudou a partir do momento que voaram os primeiros filhos deles.

Vista Geral do Pombal

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Esse casal reproduziu pombos, brancos, azuis, pretos, malhados etc que a voar são de enorme valor e acima de tudo, seguem com as melhores características para a frente quando colocados a reproduzir. Actualmente na reprodução do Rui encontramos vários filhos deste casal. A fêmea era de 2003 e ele de 2004. O macho ficou conhecido pelo cavalo. Actualmente já não são vivos.

Filha Casal Base  (Cavalo X  Laranja do Chão)

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Rui Palaio nasceu em 1977 e o seu o primeiro campeonato disputado foi em 1992,  na altura menino de escola, aproveitou uma “barraca” onde a mãe tinha as galinhas no seu quintal e fez dela o seu primeiro pombal. Até à tropa foi evoluindo progressivamente e quando chegou o serviço militar, nessa altura os pais ficaram a cuidar dos animais. Com o regresso, resolve terminar com os pombos no local onde estavam, já que  não tinha boas condições físicas para uma boa pratica da columbofilia. Nesse momento da sua vida foi contactado por Vítor Pinto que tinha um dos 3 pombais alojados em terrenos camarários de Mora, cedidos pela autarquia especificamente para alguns concorrentes sem possibilidade de edificar pombais em casa, que o convidou para o ajudar e ele aceitou o desafio, decorria o ano de 2005.

Observação dos reprodutores

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Entretanto conhece o Dr. Bernardo que o começou a orientar e os resultados começaram  aparecer, a motivação estava  em alta e a geração do casal de ouro da sua casa começou a ser fortemente apurada. Mantém a mesma linha de pombos desde então, utiliza bastante a consanguinidade. Anualmente alguns amigos emprestam ou oferecem pombos  que são dados à linha antiga do Rui e se trouxerem algo de novo mantém se no pombal, se não, saem de imediato.

Pombal de machos voadores

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A segunda variante da sua linha de pombos são os amarelos, e como surgem estes pombos? A mesma fêmea que fazia casal com o Branco (cavalo) foi dada a um outro macho, um Simon do AGP, Badaró, um macho azul.  Portanto uma linha de pombos com dois caminhos, de um lado os brancos e do outro os amarelos, todos filhos da mesma fêmea. Destes vermelhos amarelados, poucos nasceram com características para voarem ao mais alto nível, bem poucos voaram bem ou mesmo razoavelmente, mas como reprodutores superaram-se e têm sido muito bons. 2014 foi o ultimo ano que o casal reproduziu.

Filha Casal Base  (Cavalo X Laranja do Chão)

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Quando a colaboração com Vitor Pinto se desfez, Rui Palaio, volta novamente para casa dos seus pais com os pombos e nessa altura chegou a ponderar terminar a competição. Levou consigo os seus melhores voadores e aduziu-os nesse pombal. Não fosse a insistência e a persistência dos seus pais para ele continuar com a pratica da modalidade, tínhamos perdido nessa altura mais um amador. Nesse ano, ficou com muito poucos pombos e concorreu apenas no ano seguinte, encestava só 10 pombos a velocidade. No segundo ano sim, os resultados voltaram a aparecer e perdeu a velocidade e o MF por 2 ou 3 pontos apenas, já revelador que a sua linha de pombos estava apta para seguir por mais uns anos.

Pombal de fêmeas Voadoras

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Quando tudo se encaminhava para se compor em termos de resultados, a câmara municipal fez obras perto de onde voavam os pombos e deixou de haver um mínimo de condições para ai continuar. Mas já diz o ditado popular, fecha-se uma porta abre se uma janela. Um dos pombais nos terrenos camarários tinha ficado livre, era do seu padrinho Miguel Nunes de Santa Justa. O presidente da Câmara de Mora disse lhe: “esta la um pombal vago, podes continuar a fazer o que gostas” e ainda hoje ai permanece, nos seus 7 metros de pombal.

Outra perspectiva do pombal de fêmeas

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Concorre anualmente com pouco mais de 30 machos numa divisória pequena com poleiros, com os pombos praticamente obscurecidos. Por norma o numero de pombos é superior ao numero de poleiros para haver defesa territorial, é essa a motivação. São encestados com menos frequência que as pombas e semanalmente sempre em numero reduzido. A aposta é muito mais nelas, enquanto a maioria dos machos ficam em casa há espera do regresso das meninas. Nunca motiva com a junção dos sexos antes da corrida.

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Actualmente tem cerca de 10 casais de reprodutores, de onde nascem cerca de 80 borrachos anualmente, sendo que alguns são oferecidos. O ano anterior tirou borrachos  a mais e por isso pagou a factura. No inicio da campanha teve percas avultadas nos treinos e só recuperou a forma dos restantes,  quando o numero de efectivos se viu reduzido. Borrachos irmãos dos melhores voadores, perderam-se devido a esse facto. Uma lição para todos nós.

Pombal de Chegada

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Os borrachos quando estão ao “molhos” são mal alimentados e se não têm sitio ou território próprio, não têm motivação para regressar a casa, mesmo não sendo apertados em concursos difíceis e principalmente no inicio de campanha acabam por se perder com facilidade. Mas a lição fica para anos vindouros.

Rui Palaio apenas encesta com mais regularidade algum borracho que revele mesmo uma apetência acima da media. Só os que mostram realmente valor podem ficar. A partir da mudança do tempo, quando passa a instabilidade meteorologia, nessa altura são jogados mais a serio.  Anualmente ficam cerca de 45 a 50 pombos aos quais junta perto de 70 borrachos, e começa com 120 atletas.

Outra perspectiva do pombal de chegada

 

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Durante a semana o sistema de competição não passa por treinos na estrada, sempre treinos bi- diário à volta do pombal de 45 mn, esporadicamente poderá fazer um treino a meio da semana, apenas e só se sentir que as fêmeas não estão a alcançar a forma, por exemplo este ano ainda não mexeu nos pombos nesse sentido. Treinos apenas ao fim de semana, e a todos os que não são encestados à prova. Estas saídas servem para não deixar engordar os pombos e por outro lado descobrir os que vão subindo de forma.

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A balança não é utilizada neste pombal, utiliza o olho, vai vendo como os pombos estão a comer e gerindo o apetite deles para chegar ao ultimo dia da semana e os atletas ainda terem apetite. A semana é composta por  3 momentos diferentes quanto à alimentação: a chegada de concursos, ai os pombos comem praticamente à vontade, depois o segundo momento a quebra, para revigorar o apetite e a partir de quarta-feira o subir de quantidade e qualidade de comida procurando assim subir também a forma dos atletas.

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2017 – Soc. Columbófilo Morense

Campeão Velocidade 

Campeão Geral

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Rui Palaio sente-se agradecido em especial a Bernardo Chitas Martins pelos seus ensinamentos e  também ao Dr.  Rui Fortunato e Roberto Letras pelas trocas e partilhas que mantém regularmente.

 

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O tempo passa e com o passar do tempo vamos ficando mais maduros, como columbofilos, mas também como repórteres ou jornalistas columbofilos, como queiram chamar. De entrevista para entrevista vamos ficando mais capazes, mais à vontade e confiantes no que fazemos. Na foto em cima, podemos ver o estojo montado com a caixa onde tiramos as fotos dos pombos e ao fundo as instalações do nosso entrevistado. Depois de visitarmos os pombais, e  conversamos um pouco para conhecer melhor o Rui, acabámos por nos sentar nas cadeiras à volta da mesa que também observamos na foto e ficámos em amena cavaqueira columbófila, durante uma imensidão de tempo, falámos e falámos sem fim, sobre pombos e partilhámos experiências do dia a dia de cada um e de toda esta partilha resultou este artigo que trazemos até vós. Trabalhar nestas matérias pode ser sem duvida feito em ambiente mais descontraído do que fazia-mos no inicio da nossa caminhada e o tempo tem-nos dado esse privilegio de podermos evoluir. Obrigado ao Rui por nos ter recebido, e desejamos as maiores felicidades já para esta e próximas épocas. Parabéns pelos resultados.

 

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