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António Prates – Vendas Novas

Uma visita a António Prates que vamos lembrar para sempre. O columbofilia Online foi a Vendas Novas acompanhado do amigo Vítor Costa e como não podia deixar de ser…em Vendas Novas…começamos o dia com umas bifanas. Almoçamos os 3, já tivemos a companhia do mestre da columbofilia. A tarde começou cheia de emoções, porque durante o repasto e mesmo não tendo visto qualquer pombo, o amigo Prates começou a falar das suas viagens pelo estrangeiro, onde conheceu aqueles nomes mais emblemáticos que a columbofilia já teve e o nervoso miudinho começou a aparecer à flor da pele e quer o autor, como o amigo Vítor, pareciam dois miúdos a ouvir aquelas historias deliciosas de encantar, quase que já não apetecia sair dali, mas a jornada esperava-se longa, registamos algumas informações que serviram de base para a elaboração deste texto e partimos em direção aos pombais.

António Prates na frente dos Pombais de voo

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As historias continuavam, o Prates é um homem com uma memoria incrível, consegue reproduzir conversas que teve há 40 anos atrás, lembra se e conta com orgulho e vaidade que passou pelos melhores pombais da Europa, na altura, manuseou os melhores pombos e em muitos casos trouxe consigo geração direta destes. Tudo começou há mais de 50 anos, em Reguengos de Monsaraz, onde dá os primeiros passos como columbófilo, depois muda-se para Vendas Novas, e começa um novo ciclo por estas paragens, não havendo colectividade local, vai encestar na sociedade columbófila de Pegões. No ano de 1976 forma o clube de Vendas Novas, do qual é socio n.º 1 juntamente com o Sargento Candeias, o sr. Geraldo, Rui Cavaco, Francisco Figueiredo e o Sargento Cruz Dias.

Vista Geral das volieres dos pombais de Reprodutores

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Para além de todos os nomes sonantes da columbofilia Mundial que visitou e a quem adquiriu descendentes dos melhores pombos, também em Portugal mantinha uma relação próxima com os melhores nacionais, grupo restrito ao qual ele também sempre pertenceu. Para além de bom columbófilo, tem sido um columbicultor de extrema importância nacional, diria mesmo que fez um serviço público à nação columbófila. Hoje em dia as importações e exportações estão mais acessíveis, mas na altura, era difícil trazer pombos para Portugal e este senhor colonizou o nosso pais do melhor sangue que existia no mundo. Todos temos de estar agradecidos por este grande empurrão dado por este senhor da columbofilia, no desenvolvimento da modalidade neste nosso Portugal à beira mar plantado.

Interior das Volieres de Reprodutores, aqui estava-mos na secção dos Catrisses

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Alguns deste exemplares que importou, fizeram logo a diferença nos seus pombais, e em pombais de amigos para onde alguns rumaram emprestados e em outros casos seguiram descendentes diretos dos originais, uns oferecidos, outros por trocas e a qualidade foi fazendo a diferença por essas colectividades fora. Nunca perdeu a noção que deveria preservar certas e determinadas linhas impenetraveis, sem deixar introduzir qualquer ponta de sangue de outros pombos. Durante estes anos todos experimentou cruzar os diferentes pombos das diferentes linhas entre si, e colocar no cabaz para testar qual a melhor combinação, mas a ideia de preservar a linhagem original continuou e continua na sua mente.

Interior da Secção dos Catrisses

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Na nossa visita ao seu Pombal, pudemos manusear várias dessas linhagens completamente puras, tem os seus pombais de reprodutores divididos por secções, e em cada secção estão os pombos de uma determinada linhagem, Catrisses, Vanloons etc etc…ao longo do texto vamos revelando as varias linhagens cultivadas…mas caros leitores imaginam entrar num pombal e visualizar e manusear apenas Catrisses Puros, tal como saíram da origem…é uma sensação fantástica…para além de ser um pombal com enorme qualidade, é um museu vivo. Ao longo do artigo o leitor vai encontrar grupos de pedigrees que tivemos oportunidade de fotografar e que colocamos aqui como forma de os eternizar. Alguns deles farão um dia parte de um museu, Hetru, janssens, Catrisse, Van Loon, Grondelars, Cobut, Engels, Stichelbaut, Van Bruanne etc..etc…etc… percam um pouco do vosso tempo a analisar estes pedigrees e verifiquem que muitos destes pombos estão bem lá ao fundo, porque já passaram muitos anos da sua existência, mas estão nos pedigrees de muitos dos grandes pombos de nível mundial que ainda temos hoje em dia…uma maravilha…uma visita ao passado com as emoções em alta.

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Os primeiros pombos cultivados em Reguengos de Monsaraz, eram de origem nacional, embora muitos deles já com sangue dos melhores pombos Belgas, nomeadamente pombos de  António Murteira e Júlio Jarego da Fonseca (Sells), os Bricoux Sells de Albino Fialho, os pretos de Américo Esteves, os pirilampos, e os pombos do seu amigo  Álvaro Silva ( Gorans, Fabrys, e Sells). Pombos já acima da média que rumam a vendas Novas com a mudança do dono para lá e ai se inicia uma nova etapa.

Interior da secção destinada aos Pombos Van Loon

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Através um um amigo com conhecimento na Bélgica, inicia um périplo em Portugal em termos de investigação por forma a estudar quais os melhores columbofilos em destaque nestes anos e os pombos que estavam a fazer a diferença lá fora e é nesta altura que começa a coleccionar filhos diretos e descendentes dos craques e a traze-los para Portugal.

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Primeiras grandes introduções:

  • pombos de Hector Prince;
  • Josef de Troyer ;
  • Fabrys;
  • Jan Arden, um filho do Dolle com a filha do 131 Casal Base nº 1 de Jan Arden, muitos entendidos consideram o Dolle, o melhor reprodutor de fundo de todos os tempos da Holanda.
  • 1 casal Vanbruane de 72 ( Barcelona e a fêmea que era meia irmã do Eletrick);
  • Cattrysses ( linhas do Riveur, Block, Barcelona e Draier) ;
  • Vinois;
  • Van der Espt;
  • Clerebaut  (cruzados com os Jan Ardens fizeram colónias)

Interior do Pombal de Voadores

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Numa segunda etapa, sensivelmente anos 80,  a reprodução continua a ser reforçada:

  • mais alguns exemplares Vanbruanes, ( linha do Barcelona II , do Diplomat, do Mistral e do Laureat de Barcelona);
  • mais seis Vinois;
  • 5 Marc Roosens,  (1 filho do Balduino que era filho do Beaujoulais,  1 filho do Pousseguin e do Foreu ).

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A fina flor mundial tinham espalhado sangue até vendas Novas, não havia uma linhagem ganhadora no fundo e grande fundo que não tivesse sido introduzida em Portugal e era chegada a altura da 3º vaga e a importação de pombos mais rápidos para fazer face às necessidades dos campeonatos Gerais.

  • De Arendonk, chegam 1 filho do 019 .
  • 1 filho de um meio irmão do 019,
  • 1 filho do Vosk,
  • 1 filho do Olho Amarelo

Interior da secção de fêmeas voadoras

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4º Leva de introduções:

  • 1 filho do Good Yearling de Jan Grondelars
  • mais alguns Jan Ardens;
  • Cobuts, um filho do Montauban com a Barcelona, um filho do Cahors com a Lourdes e um filho do Paul Narbonne.
  • Stichelbaut ( Frans Labeew) 6 filhos dos seus melhores casais, (Fijnem, do Athlet, do Witpen, do President, do Favorito e do Zwuart)

O autor não resistiu a tirar uma foto com um sobrevivente destes grandes Pombos

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Depois de entrarmos pelas várias secções, e apanharmos dezenas de pombos em cada uma delas, chegamos a um pombal também ele cheio de vedetas, aqui a secção já não era  especifica de uma ou outra “raça”, era simplesmente um pombal museu, aqui podíamos encontrar ainda vivos, filhos de muitos destes pombos que falámos em cima, apesar de muitos deles já não “encherem”, uma passagem pela historia da columbofilia Mundial. Enquanto escrevo estas palavras continuo a emocionar me e ao ver estas fotos, sinto uma pena enorme de não poder estar mais dias, dentro deste pombal, falar com o amigo Prates, conversar sem tema…sem tempo ou relógio a apressar as coisas…com vagar de saborear os momentos.

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Mas o dia não ficou por aqui, temos de falar numa 5º etapa de valorização da equipa:

  • pombos de Florizoone;
  • HofKens;
  • Imbrecht;
  • romários;
  • Engels,
  • Van Hove Uytterhoven,
  • VanLoon,
  • Marcel Sangers;
  • Arien Verreckt;
  • Emil Denys;
  • Roger Vereeck.
  • linhas de José Maria,  Álvaro Silva

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Foi um enorme prazer visitar António Prates e fazer este artigo. Se possível gostaríamos de voltar ao seu convívio e continuar esta historia. Durante muitos anos o seu pombal foi uma referencia em termos de resultados e não fosse a vida se ter complicado ainda hoje o seria, pensamos sem sombra de duvida que no ano que o homem conseguir tempo para tratar dos seus pombos, vamos ver e assistir a chegadas fenomenais. Muitos columbofilos de norte a sul do país continuam a ir a estas instalações, uns visitar e outros adquirir exemplares para fortalecerem as suas colónias.

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O columbofilia Online neste último ano visitou mais de 100 pombais, e vamos fazendo as nossas entrevistas, mas também os nossos registos e neste momento estamos em condições de dizer e juntando as peças do puzzle, em muitos destes pombais, encontramos na sua base pombos diretos, ou descendentes de pombos do amigo Prates, podemos adiantar que nos últimos dois anos 2 campeões nacionais ainda são filhos diretos de pombos adquiridos nestas instalações.

Desejamos acima de tudo que a vida se descomplique e que o columbicultour possa também ser columbófilo e voltar aos palcos da ribalta, precisamos de si, a columbofilia de Évora precisa de si , do seu conhecimento e da sua forma de estar na modalidade. Obrigado é o que temos a dizer para finalizar, por tanto que nos disse e transmitiu e em nome da columbofilia nacional muito obrigado.

 

2 Comments on António Prates – Vendas Novas

  1. Antonio Rosa Simão // 24 de Novembro de 2017 às 12:04 // Responder

    António Prates, é já, na minha opinião, uma lenda (viva, graças a Deus), não só da columbofilia portuguesa mas da columbofilia mundial. É uma afirmação tão honesta quanto consciente e é feita por quem já conhece o AP há muitos anos e que tem acompanhado sempre com muito interesse a riqueza da qualidade dos pombos que tem cultivado. Oiço e vejo grandes destaques de columbófilos sobretudo belgas e holandeses aos quais não retiro o mérito desses destaques, mas, conhecendo a “obra columbófila” de Prates no que se refere à incansável procura da alta qualidade dos seus pombos e à sua difícil manutenção, este columbófilo merecia, de facto, outra notoriedade.

    Um grande abraço e desejos que mantenha essa firme e inabalável vontade em manter a qualidade dos seus pombos.

    António Simão – Beja

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  2. Se me é permitido, faço minhas as palavras do António Simão, concordo em pleno com o que escreve sobre o amigo António Prates. Considero o Prates uma enciclopédia viva da columbofilia que se estende muito além das nossas fronteiras. Foi sempre um columbófilo muito à frente do seu tempo, a sua honestidade e idoneidade devem servir de exemplo a todos. Merece de facto um reconhecimento nacional.

    Um abraço e o desejo de um futuro risonho na columbofilia e não só.

    Simão Cortiço – Montijo

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