Portugal Campeão do Mundo de Columbofilia 2018

Afinal o que se passou na ECOMOR?…

Um super artigo, sobre um grande evento no distrito de Évora.

O local escolhido para acolher o Ecomor em 2017 foi o auditório do Pavilhão Apormor, localizado junto ao recinto do Parque de Leilões de Gado em Montemor.

A cooperativa local,  Coprapec, lançou o desafio de realizar um colóquio na vertente Veterinária na parte que toca à columbofilia, mas aproveitando a embalagem, a iniciativa estendeu-se também ao jogo, competição e selecção. “O homem sonha e a obra nasce, já dizia Fernando Pessoa, e em pouco mais do que 30 dias a parceria Coprapec, Columbofilia Online, Roberto Santos e Helder Galveia, em especial o Roberto que lidou com os vários dossiers, pôs se o comboio a andar e nunca mais parou. O sonho continua, o sucesso desta primeira edição catapultou as ideias para um mega evento a vários níveis já na próxima edição. Este ano já foi possível organizar passeios turísticos para os acompanhantes  dos columbofilos presentes e para o ano quem sabe o que poderá acontecer. Uma festa da columbofilia, que resultou em pleno, os oradores estiveram ao mais alto nível, e a organização esteve muito bem. Tudo conjugado, com uma plateia bem composta com cerca de 80 participantes resultou num dia que deve ser recordado com elevada estima.  O apoio das entidades locais foi preponderante e o facto da Ecomor ser realizada em simultâneo com a feira da Luz pode em pouco tempo transformar se numa referência nacional e que serve de arranque da nova campanha desportiva ano após ano. Tudo começa depois das férias e no fim de semana da Ecomor.

Entidades envolvidas e organização

Eng. Roberto Santos, Presidente da União de Freguesias locais, Dr. António Danado, Dr.Joaquim Capoulas,  Professor Hélder Galveia e O Eng. Clemente Pinho Gerente da Coprapec

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Se tivesse sido escolhida uma sala mais pequena  podia ter sido complicado, embora o anfiteatro pudesse comportar muitos mais visitantes Um evento desta envergadura merecia casa cheia.

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O dia começou com as habituais boas vindas e alguns discursos de abertura nomeadamente por parte da Apormor na pessoa do seu Presidente: Eng. Joaquim Capoulas

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Pelo Sr Presidente da União de Freguesias N. sra do Bispo, N. sra. da Vila e Silveiras Dr. António Danado

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e o Eng. Roberto Santos da Coprapec

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Depois da abertura por parte da organização e das entidades apoiantes discursarem, começou propriamente dito o colóquio e no arranque tivemos o prazer de ouvir o Dr. Paulo Leite, da Zoetis, que aflorou a questão das vacinas homologadas em Portugal e na Europa para a Paramixovirose, neste caso apenas duas, Columbovac PMV e Nobilis Paramixo P201, explicou as razões de não podermos neste momento contar com o aparecimento de mais vacinas homologadas num curto espaço de tempo e dos preços das mesmas não sofrerem um abaixamento. Quanto ao facto de muitas vezes o stok de vacinas acabar e os columbofilos sentirem a falta das mesma, deverá estar resolvido em breve. Explicou que se deveu ao facto de muitos milhões de doses já preparadas para entrarem no mercado terem sido destruídas  por não terem passado os testes a que são sujeitas antes de chegarem ao consumidor. Caros leitores não vamos fazer uma abordagem pormenorizada de cada intervenção até porque contamos que na próxima edição muitos mais visitantes rumem à Ecomor e não apenas fiquem à espera da reportagem. A questão das vacinas já se esperava que desse pano para mangas e o publico no final da palestra, esteve em grande a fazer perguntas ao orador, que foi na medida do possível explicando porque não temos em Portugal, por exemplo a vacina de 1000 doses como têm os Espanhois aqui tão perto, ao preço de 200 doses em Portugal etc etc, fica só esta referência.

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Um parte importante do discurso do Dr. Paulo foi sobre a forma de aplicação das vacinas e dos vários tipos que estão disponíveis no mercado. O mito de aquecer a vacina até à temperatura ambiente, não é mito é mesmo necessário, alguns animais fazem reacção ao frio, a vacina inactiva na casa dos 15 º positivos, ou seja a essa temperatura deixa de ser vacina portanto a que não for usada e que tenha atingido essa temperatura é para jogar fora, ao fim de duas horas é agua. Quanto ás vacina com vírus vivo, são eficazes, mas apenas duram 12 semanas, são apenas utilizadas em caso de emergência , ou como 1º vacina do ano. e ou complemento. Há que contar com a picadela para o columbófilo ficar descansado todo o ano.

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As estratégias profiláticas de patologias em columbofilia”, foi o tema da Dra. Paula Pereira da Zoopan. Abordou também a forma de diminuir os efeitos de algumas patologias que aparecem nos pombos. Quase todos os columbófilos sabem a teoria , mas muitos deles não põem em pratica os saberes. Ao fim ao cabo, quais os procedimentos adequados para diminuir os riscos de contaminação e propagação das patologias? Evitar factores de stress nos pombos, é verdade que quando submetemos os nossos pombos a situações de stress eles reagem com alteração internas que são visíveis nas feses que defecam, é uma realidade, então temos de evitar ao máximo causar esses stress e a prevenção continua a a ser o melhor remédio, os antibióticos devem e têm de ser administrados apenas em caso de enfermidade e não os colocar em esquemas de prevenção, ao serem aplicados de forma incorrecta passam a ser causadores de uma habituação e aparecimento de resistências. As instalações e utensílios devem ser regularmente limpos, não só ninhos e estrados, mas também todo o material ou espaço que contacta com o pombo, devem ser periodicamente lavados, diminuindo dessa forma a carga bacteriana, até níveis que o sistema imunitário do pombo consiga lidar eficazmente com eles.

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a lavagem não chega , devemos desinfectar com produtos que sejam eficazes simultaneamente a fungos, bactérias e vírus. As desparasitações devem ser pelo menos duas, durante o ano, internas e externas. As sementes oleaginosas devem fazer parte da dieta, mas de forma regrada para evitar uma situação de fígado gordo, já que estas são muito ricas em proteínas e gorduras. Na muda devemos suplementar adequadamente, nomeadamente com produtos à base de metionina  Zinco, Vitamina E, aminoácidos. Na Reprodução um dos principais factores a ter em conta é apenas acasalar pombos completamente saudáveis e fortes fisicamente, porque é um período de muito desgaste, e um pombo em fraca condição criará e gerará um filho nessas mesmas condições

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Atenção às vacinações devem ser antecedidas e precedidas de vitaminas, para haver uma estimulação do sistema imunitário.

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Quando se fala que a columbofilia está envelhecida… será mesmo assi  taxativo?? Pudemos encontrar um conjunto de malta nova e acima de tudo gente esclarecida e campeões…pois são estas pessoas que procuram incessantemente o conhecimento…os outros discutem coordenadas…

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O primeiro bloco de oradores tinha o seu trabalho concluído e tomou lugar na mesa o segundo grupo. O primeiro a discursar foi o Veterinário Guilhermos Fernandes que trouxe a todos os presentes um discurso que arrebatou a plateia, repleto de dicas importantes no manuseio da colónia e na preparação dos pombos para enfrentarem os campeonatos e se distinguirem ao mais alto nível. Na sua opinião,  e tentou imediatamente desfazer um mito, dos tratamentos de 5, 6 e 7 dias às tricomonas, ele próprio fez uma experiência com vários pombos, todos eles com níveis de tricomonas elevadíssimo, e todos eles foram submetidos a um tratamentos à tricomonas, um deles fez apenas um dia, e teve melhorias, outro faz durante dois dias e teve melhorias significativas e  nenhum dos restantes fez mais do que 3 dias de tratamento e nenhum deles apresentada já valores preocupantes de tricomonas…então bastará 3 dias para o tratamento ser eficaz?…sim na opinião do dr. Guilhermo, sim. Desbroçou se sobre as principais patologias que diminuem o rendimento dos atletas, problemas respiratórios, tricomonas, parasitas, fundos, bactérias e vírus. Um panóplia de explicações acompanhadas de powerpoint que agarrou o publico.

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Falou também na alimentação e treino como peças fundamentais do puzzle, e de uma agenda de vacinação cuidada, nomeadamente com os borrachos, que devem ser vacinados sempre, mas sempre o quanto antes e fazer sempre o rapel 30 dias depois.

O tempo passava, as barrigas começavam a dar horas, mas todos estavam empolgados e ninguém queria sair dali, fizeram se algumas perguntas, mas o grosso das perguntas dos columbofilos foram feitas depois do almoço, com o regresso aos trabalhos. Não fosse a agendo do Veterinário que estava com o tempo contado, teríamos passado horas no debate e troca de ideias. Foi um momento muito apreciado.

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O amigo e colaborador do Columbofilia Online, meteorologista operacional, Carlos Martins ex. meteorologista da federação, surpreendeu todos com a sua apresentação, acho que contávamos com uma palestra mais convencional, com explicações muito elaboradas e por vezes de difícil compreensão destes fenómenos pelo comum dos mortais, mas não foi nada disso que tivemos o prazer de escutar, o homem que ajuda os columbofilos com o seu site, também ele de apoio ao Columbofilia Online, o weatherloft e que já está também ele a apoiar os columbofilos Belgas com um ligação ao conhecido PIPA, numa vertente mais terra à terra para os columbofilos trouxe um contributo excepcional.

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Começou por salientar o facto dos pombos hoje em dia já poderem ser preparados para os concursos com o apoio da meteorologia e sabendo de antemão as condições que vão encontrar. Mostrou vários modelos e sites onde podemos consultar essas mesmas previsões e explicou a forma como essas cartas e esses modelos devem ser analisados  e observados. Todos ficaram com extrema atenção pois explicou passo a passo como se entra nos sites, onde devemos ir, quais as cartas realmente importantes e fomos fazendo a viagem por dentro dos vários sites. Obrigado por esta vertente tão direccionada à columbofilia.

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O período do almoço estava previsto ser entre as 13h00 e as 15h00, mas com o entusiasmo da manhã foi apenas de uma hora, entre as 14h e as 15h, mas foi tempo mais do que suficiente para almoçar, conversar um pouco com os amigos , fazer uma pequena caminhada, para iniciar a digestão e os trabalhos foram retomados, perto das 15 h.

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José Carlos Mendeiros, elemento da equipa Asas de Estremoz, concorrente na Sociedade Columbófila Rainha Santa Isabel,  ACD Évora. Teve a amabilidade de iniciar a tarde. Esta equipa tem tido destaque em várias exposições Distritais, Nacionais e Olímpicas. Na 44.ª Exposição Nacional e Pré-Olímpica de Columbofilia, evento que decorreu no início do ano de 2017 no Pavilhão Multiusos de Fafe, no distrito de Braga, tiveram o pombo que alcançou o 1º lugar na classe de Standard, na categoria de Borrachos Machos, representou Portugal mais uma vez e desta vez em Bruxelas, Bélgica. A sua intervenção para alem de querer acabar com os tabus do que é um pombo de standart, expressão muito utilizada no meio, quis também fazer uma homenagem à sua fêmea olímpica, medalhada, que esteve presente e pode ser manuseada pelos columbofilos presentes, e ainda teve tempo para tentar diluir na cabeça dos presentes as diferenças entre o pombo de sport e pombo standart, ao fim ao cado hoje em dia, procuram se pombos diferentes daqueles que fizeram furor há 10 e  5 anos atrás, hoje em dia, não há pombo de standart e pombo sport, existem pombos correio e uns são mais perfeitos fisicamente que outros…esta foi a grande mensagem do José Carlos, há que desmistificar o Standart e voltar a credibiliza lo.

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Entretanto colocou se ao dispor de todos para manusearem os seus pombos e esclarecer quaisquer duvidas. os Pombos foram então mudados no final desta intervenção para uma sala mais pequena onde o seu dono deu explicações e falou com que  quis saber mais sobre o standart, parabéns e obrigado pela disponibilidade.

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A vertente de competição Sport foi iniciado por Bruno Helena, um jogador nato, ele mesmo começou a sua intervenção com a expressão que não é homem de palestras, mas sim de pombal. Explicou nos a sua semana dentro das instalações durante a altura da competição e de forma mais generalizada os seus procedimentos ao longo de todo o ano. Apresentou nos os melhores pombos que já teve em todos os tempos como columbófilo, e como tem evoluído o sangue desses pombos ao longo do tempo e das várias gerações. Estamos a falar de um columbófilo que já foi campeão nacional. Tem um vasta experiência a preparar pombos para uma exposição nacional, nomeadamente na especialidade de fundo e este trabalho tem sido reconhecido alem fronteiras, já que alguns destes pombos já partiram para o estrangeiro, muito cobiçados lá fora. Caros leitores sei que gostariam de saber o método que este senhor apresentou, mas esse segredo fica mesmo entre os visitantes da Ecomor. Para o ano vamo-nos comprometer e marcar na agenda esse fim de semana que será para conviver com columbofilos experientes, trocar experiências com eles e visitar  esta festa.

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Apenas só um cheirinho: Recuperar bem, depois magnésio, fungicida, e vitamina sempre na ração, desta forma não existem desperdícios e é consumida imediatamente se ficar nos bebedouros a perder qualidade não tem tanto interesse, pré biótico, treino em linha e ração de boa qualidade, treina bem e come bem. Este método simples, mas eficaz já permitiu ter neste momento algumas vendas para a Bélgica com enorme sucesso, a saber netos dos seus pombos já se destacam no nacionais na Bélgica. A terminar a sua intervenção realçou o facto de haver pombos bons em muitos pombais , mas o método é fundamental para os resultados aparecerem, sem trabalho, um método simples, mas que seja eficaz, não há campeões. Muito havia por dizer, o publico queria saber mais, mas o tempo começava a escassear e havia que dar a palavra ao próximo convidado. Obrigado bruno pela tua contribuição.

IMG_9624À tarde algumas caras novas…

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Melrinitas Turismo Rural, na pessoa do seu líder, Ivo Garcias, columbófilo em Serpa. pertencente à ACD Beja, depois dos seus resultados neste último campeonato Nacional trouxe nos as explicações de como fazer um campeão. Tema proposto pela organização. O amigo Ivo começou por dizer que se soubesse o segredo, nunca mais ninguém lhe ganhava, e é verdade se alguém tivesse esse conhecimento na integra, ninguém o pararia. Mas existem alguns factores que na opinião do palestrante condicionaram o sucesso, nomeadamente o sistema de ventilação que instalou no pombal e que permitiu evitar muitas complicações respiratórias e gastos com antibiótico, nocividade para a carteira e para os pombos. É um sistema que está ligado a uma bomba que extrai o ar rarefeito de oxigénio, carregado de dióxido de carbono e permite a entrada de mais oxigénio, tem um sistema que permite regular o seu trabalho automático de hora a hora, e que esta adaptado ás dimensões do pombal por forma a este balanço entre saída e entrada de ar seja perfeito para os atletas.

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Auto denomina se um Meio fundista Nato, este ano foi 3º Columbófilo nacional nessa especialidade, e 1º Pombo Ás nacional também em Meio Fundo, 1º distrital de MF como columbófilo. Esta magnifica pomba que é pombo Ás Nacional, resulta de um cruzamento com um amigo, o Ivo deu a fêmea, que foi a sua menina super craque, a melhor do pombal na altura e o seu adversário José lampreia o macho, um atletas que subiu ao pódio na penúltima exposição nacional. Deste cruzamento nasce a “Briana”, a campeã nacional.

Para se ser campeão é preciso ter sorte, mas claro está, a sorte levanta se cedo… palavras do Ivo. Para  fazer um campeão é preciso perceber a que concursos devemos jogar cada um dos pombos, cada atleta tem as suas características e manhas, e há que as saber observar e depois temos que dar condições para eles brilharem e não ficar à espera que aconteça. Temos que direccionar os vários elementos da equipa onde pensamos que vamos tirar mais rendimento e partido que cada um. No caso da Briana, apenas iniciou com treinos e a velocidade, depois foi canalizada para o meio fundo e já não voltou à velocidade e no ultimo concurso de meio prescindiu da anilha de ouro distrital, já com o resultado nacional garantido, a perder a pomba e hoje falar dela no passado e deixou a em casa. Um homem habituado, ao microfone e a colocar a vós, esteve muito bem também. Encheu a sala com a sua performance, com muita humildade e saber. Obrigado Ivo.

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Ricardo Ferreira, que compete no Grupo Columbófilo do Cartaxo, campeão por excelência, um fazedor de conhecimento, columbófilo esclarecido, que sabe procurar  e ler o conhecimento, e vais mais alem, fazendo ele próprio a evolução. A pedido da organização fez um intervenção que focou as 3 grandes fases do ano columbófilo. Iniciou o seu discurso dizendo que não afirma estar correto o seu método ou os seus procedimentos ao longo do ano dentro do pombal com os seus pombos, mas é assim que faz,  é assim que ele pensa. Trouxe a sua agenda onde regista tudo o que faz e sem tabus ou jogos de cintura revelou com muitos pormenores  a sua preparação anual. Começou pela fase actual que passamos que é a muda e foi progredindo ao longo de todo o ano, grande muda e fase desportiva. Um jovem columbófilo que deixou de ser uma promessa há muito, para passar a ser uma certeza de columbófilo de Top distrital. Nesta ultima campanha a titulo de exemplo encestou 25 pombos a um concurso e na mesma semana outros 25 pombos, consegue a proeza de classificar 48 desses atletas, notável amigo Ricardo. Para alem das sua virtudes como columbófilo as mesmas características destacam se como homem, oferece reprodutores a jovens iniciantes, borrachos e acompanha inúmeras colónias com os seus conselhos, sempre de forma aberta… o seu percurso é extremamente interessante e o autor tem muito orgulho em ser seu amigo e poder partilhar a sua sabedoria. Não nos vamos alongar no seu discurso, que foi carregado de ensinamentos, apenas agradecer a sua amável presença e partilha.

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“Provas Nacionais”. Um dos intervenientes deste painel foi o actual presidente da direcção da ACD Aveiro, Luís Silva, columbófilo de mão cheio, mas a sua intervenção na Ecomor foi direccionada no seu papel como dirigente, nas explicação de como coordena uma equipa vasta, com muitos camiões na estrada, semanalmente. Começou por dizer que o trabalho de quem coordena ou dirige é importantíssimo, porque se não houver respeito e esse trabalho não for bem feito, todo o trabalho anual, mensal, semanal que os columbofilos têm nos seus pombais pode ser estragado e tendo esse peso nas costas da obrigação de trabalhar eficazmente para não estragar o trabalho dos outros, faz com que a motivação nunca falte. Postas as primeiras palavras mostrou à plateia como é o funcionamento dentro da associação de Aveiro, nomeadamente a democracia que ai é o expoente máximo, as decisões tomadas internamente são passivas de ser votadas e equacionadas por todos os elementos de todos os órgãos sociais e não só pela direção. Relativamente à elaboração do calendário foi peremptório nas sua palavras, é a associação que o faz internamente, pois foi votada para dirigir e tomar decisões, e não havendo concordância pois apresentam se a votos e nessa altura em caso de eleição fazerem as alterações pretendidas. Agora é sempre feito em consciência e começa por encaixar no calendário as datas das provas nacionais estabelecidas pela federação e depois fazem o encaixe de forma aos columbofilos  distrito  tenham a possibilidade e as condições de competirem com os demais distritos, primeiro um equilíbrio interno, mas sempre também a pensar na competição externa, dai um exemplo começarmos o calendário de onde faz mais calor , uma altura do ano que por norma em todo o lado esta frio, caminhando para zonas mais frescas na altura do calor. O trabalho de manter oleado uma estrutura que liberta semanalmente 40000 pombos a velocidade e MF , 12000 pombos a fundo com 1129 pombais activos e 59 colectividades só funciona em pleno se cada um fizer o seu trabalho e bem. Por exemplo diz Luís Silva, não se pode meter no trabalho dos delegados de solta, têm autonomia para tomarem as suas decisões, à que confiar  no trabalho de cada um. Aproveitou também para responder publicamente que Aveiro em Valentia como chegou a ser dito, não foi beneficiado em relação aos demais distritos, se os carros de Aveiro estavam à sombra antes do concurso… estariam..mas isso é uma situação que fazem semanalmente, no fundo fazem uma paragem antes do local de solta, descansam, a beberam entre as 12 e as 14 e só depois partem para o local de solta, mas isso é sempre assim, “porque alteraríamos os nosso procedimentos se estão bem no ponto de vista de Aveiro , só porque é Valência?”

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Na velocidade e MF vão directos para o local de solta. No dia de concurso levam borrachos para oferecer aos presentes por forma a agradecer o facto de se terem levantado cedo para observarem os pombos de Aveiro e por outro lado, registam contactos e nomes e serão sempre futuras testemunhas do normal decorrer das soltas. Voltando ainda aos valências, juntaram se à iniciativa com naturalidade, até porque não foge do que já tinham programado e vêm essas provas como um incremento à columbofilia Nacional. Os resultados, isso é outra conversa, a meteorologia vai sempre mandar nos campeões. Os resultados primeiro comparamos com os nossos vizinhos do lado, depois na nossa colectividade, depois dentro da nossa zona ou bloco, distrito e só depois podemos analisar a nível de um nacional. Nos dias de soltas todos os columbofilos recebem uma mensagem com a distancia exacta da solta até ao seu pombal e a hora da mesma, as coordenadas por vezes mudam uns metros consoante se encontre o local de solta. Todos os anos fazem um anuário com fotos dos pombos e columbofilos que se destacam no distrito. Fundamental para a preparação do concurso seguinte é o facto de no final do dia de cada concurso saem, nesse mesmo dia a classificação distrital, apesar de ser provisória, já permite aos amadores analisarem as suas prestações e prepararem o próximo desafio. Este é um projecto pioneiro que foi implementado em Aveiro, mas pensa se que a Federação irá alargar agora a mais distritos.

Caros leitores, columbofilos e dirigentes ficaram arrebatados pelo discurso de Luís Silva , foram feitas algumas perguntas e muitos foram para casa a pensar naquilo que ouviram. Obrigado senhor presidente pela sua amabilidade.

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José Carlos Miguéns, columbófilo da Sociedade Columbófila Rainha Santa Isabel, que em 2017 chegou ao 1º lugar, a nível nacional, no Campeonato do Columbófilo, na especialidade de fundo. O percurso deste grande columbófilo, não se resume a este titulo, têm se sagrado campeão na fortíssima colectividade Rainha Santa Isabel várias vezes e no distrito de Évora no campeonato geral e nas  especialidade. Não sendo um homem de palco é um homem do pombal e do tratamento dos pombos, pese embora este facto, manifestou a sua vontade e aceitou o desafio de estar presente, para falar do seu método de jogo e responder sem tabus a todos os elementos do publico. Contou nos por exemplo que no seu pombal não existem pombos de velocidade, outros de meio e outros de fundo… existem pombos que são jogados ás 3 especialidade e claro, consoante as características e motivação de cada se destacam mais ou menos em cada uma  das provas que fazem. O que altera quando mudam as distancias é precisamente a alimentação que é direccionada consoante a distancia e a dureza da prova que se avizinha, os pombos são os mesmos.

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É um adepto dos treinos em linha, normalmente escolhe o dia para esses treinos consoante o numero de horas que espera que o concurso vá ter, sendo curto e fácil, treina à sexta, mais duro treina à quinta. Recentemente entrou num projecto ambicioso que deu os primeiros passos, que se baseia num trabalho de projecção a nível nacional, com João André e que o columbofilia online acompanha com atenção pois havendo e já começou a haver um columbófilo a destacar se a nível nacional, será também um columbófilo que começa a dar nas vista além fronteiras e isso será sempre motivo de destaque. Vários elementos da plateia colocaram questões, o José Miguens respondeu a todos sem tabus e mais uma vez a organização agradece a disponibilidade manifestada pelo columbófilo em estar presente. Obrigado pelo contributo.

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Pedro Barradas, um campeão, nascido em Cabeço de Vide, distrito de Portalegre. Iniciou a sua intervenção contanto a sua luta e a sua historia columbófila até aos dias de hoje. o inicio foi difícil. Foi com enorme esforço que conseguiu ultrapassar as dificuldades. Na altura os mais velhos gozavam com os miúdos e com quem tinha resultados menos relevantes, mas a sua perseverança trouxe o ao topo da columbofilia distrital e nacional. Revela que tem pena de ter sido conhecido pelo que se passou à volta do campeonato Nacional que acabou por não alcançar por motivos alheios à sua pessoa, preferia essa notoriedade pelos feitos alcançados pelos seus pombos. Passado é passado…continuou questionando o facto de na plateia na sua maioria serem só campeões, e homens habituados ao topo nas suas colectividades e mesmo a nível nacional…e perguntou onde estão os que tanto criticam e querem ganhar mas que afinal não estão presentes num colóquio com este nível…”é aqui que se fala de columbofilia e não nos cafés” Continuou falando do que faz dentro do seu pombal para alcançar os resultados que tem conseguido ano após ano. É um distrito grande geograficamente. Todos os distritos têm as suas particularidades e dificuldades, e em Portalegre devido à localização do seu pombal e devido também a uma paixão especifica, decidiu apostar forte na especialidade de fundo. Conhece e acompanha os resultados dos melhores columbofilos a nível nacional, analisa essas performances  e a sua e é desta forma que faz a sua selecção quer nos atletas que já tem em casa, mas também serve para a politica de aquisições. Na essência selecciona pombos que voem bem e se destaquem acima dos 650 km com cerca de 9 horas de voo. Não liga muito aos pedigrees, mas sim  em pombos que mostrem qualidade. “Temos de andar sempre um passo à frente dos nossos adversários.” Continuando a sua palestra que estava programada para falar na selecção apertada que é preciso fazer para se ter uma equipa competitiva. Diz que quando se compete ao mais alto nível temos de ser implacáveis

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Até os craques antes de passarem à reprodução passam por uma selecção rigorosa, e só desta forma temos uma maior percentagem de haver sucesso na criação de novos pombos com qualidade…sendo que muitas vezes bom com bom, não dá bom, para quê juntar e tirar filhos de um pombo que não é bom? Qual a possibilidade ou percentagem de sucesso? Depois a selecção começa bem cedo, usa uma estratégia que tem dado algumas alegrias: aos dois meses de idade todas as suas fêmeas, apenas concorre com elas, são analisadas  com um sistema de pontuação de 1 a 3, no poleiro, na mão e no seu comportamento. Regista tudo sem eliminar, mas confessa nunca teve um craque que tenha tido alguma classificação de 1 aquando dos 2 meses de idade. Como já foi referenciado, só voa com fêmeas, já faz uns anos, guarda apenas alguns machos que tenham as características que procura e que já conhece dentro de cada linha que cultiva, e um pombo ou outro de fora. As pombas são testadas arduamente, as melhores são desde cedo experimentadas como reprodutoras, em caso de sucesso tem mais elementos no futura para analisar a sua entrada no quadro reprodutor.

Foi um discurso com sucesso no publico, mas devido já à hora tardia, havia que se encerrar o certame. Obrigado Pedro pelo teu contributo.

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As palestras acabaram um pouco mais tarde do que o esperado, eram 19 horas e ainda houve um contratempo com o Piedade da Dupla Mira & Piedade que teve que sair mais cedo e não pode realizar a sua intervenção.

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Mas que dia…um grande dia… ninguém saiu com as expectativas defraudadas…quer columbofilos, quer dirigentes, quer competição sport como standart, todos tiveram o seu espaço… o columbofilia online tem um enorme orgulho de estar associado a este evento que promete ser uma referencia nacional…a reentrada no ano columbófilo…começa na ECOMOR.

Conversas recentes entre Helder Galveia e Roberto Santos equacionou se a possibilidade de tornar esta festa da columbofilia e famílias,  maior e mais ambicioso. Fazer uma ECOMOR com stands, pombos, produtos, colóquios…é uma altura fundamental estamos  a entrar na Grande muda e os columbofilos querem fazer as suas compras, passear com as famílias, ter um ponto de encontro que saiba que ali vão estar os seus amigos, onde trocam pombos  etc etc. Mas o caminho faz caminhando…existem ajustes a serem feitos, pontos de vista a convergir, apoios a encontrar…tudo é possível daqui em diante…

Desde já parabéns porque foi um evento espectacular…

 

 

 

 

 

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