Portugal Campeão do Mundo de Columbofilia 2018

Carlos Carrapiço Campo Maior – Portalegre

Carlos Carrapiço e o seu amigo António Nini, dois comparsas que se apoiam mutuamente para conduzirem esta colónia com sede em Campo Maior mas que encesta na bonita vila património Mundial de Elvas. O nome que consta nos boletins de encestamento na realidade é Carlos Carrapiço, mas sem a ajuda do seu amigo, nem sequer era possível competir com os seus atletas. Inicialmente concorriam em Campo Maior mas um dia a convite do Dr Cabeças e procurando novos desafios e competir com um grupo homogéneo de cerca de 25 columbófilos, passou a encestar na vila vizinha e até ao momento ai se mantém, muito satisfeito de há 4 épocas para cá. Sendo que esta campanha ainda decorre ficam 3 para traz, onde conseguiram ser uma vez vice campeões e duas Vezes Campeões Gerais.

Interior do Pombal das fêmeas

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O Carlos iniciou a sua prática Columbófila em 1989 e concorreu até 1991. Depois fez um interregno e voltou em 2005 a anilhar borrachos e começou a enviar ao cesto novamente em 2006. No ano de 2007 um grande incentivo aconteceu, já que se sagrou campeão Distrital de Borrachos. Dai para cá alcançou com muito mérito, tendo também em conta a sua localização um brilhante 4º e um 6º lugar em todo o distrito no campeonato Geral. Dai para cá, já não mais parou.

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Os melhores voadores desta colónia, assentam fundamentalmente em 4 pombos base que suportam e estão na génese de todos os cruzamentos que são feitos no pombal dos reprodutores. Para alem deste super pombos, anualmente são feitas, entradas pontuais de sangue novo, para desdobrar e não apertar a consanguinidade. O produto final é de excelente qualidade, e são conhecidos nesta região pelos “Piriquitos”, uma marca própria. Os 4 magníficos que vos trazemos a saber, são: uma fêmea de Paulo Franco, que podemos vislumbrar na foto acima, uma prima \irmão do “50” campeão nacional deste columbófilo. Esta fêmea que por norma é tratado por “Piquinita”, já reproduziu vários craques, e outros tantos bons reprodutores, nomeadamente quando acasalada com o macho Base N.º 1, um Janssen que chegou a Campo Maior através da equipa : Sol Nascente e que podemos observar na foto em baixo.

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Uma outra pomba que tem deixado fortemente a sua marca é esta que se segue. Uma oferta de um amigo, João cruz de Coimbra, que visitou Campo maior e um dia trouxe uma fêmea da sua colónia e a entregou a Carlos Carrapiço. Revelou se uma máquina a reproduzir. Por fim e para completar o quarteto, falamos de um Van Loon via César Timóteo. O resto dos reprodutores e para perfazer os 12 casais que compõem o quadro reprodutor, falamos  já de alguns filhos do quarteto e alguns dos melhores voadores que se destacam no pombal de competição e que a seu tempo passam ao descanso competitivo e iniciam a sua vida de criadores.

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O macho que se segue faz casal com a fêmea base n.º 2 e são pais de inúmeros pombos de elevada qualidade

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Não querem muitos pombos, preferem ter possibilidade de darem condições aos seus atletas do que apostarem na quantidade.

Foto tirada no interior do pombal dos machos Viúvos

António Nino, antes de chegar a esta equipa de competição, já gostava de pombos e até acompanhava de perto a vida columbófila da vila, mas nunca tinha concorrido.

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Tiram em media cerca de 70 borrachos e guardam de um ano para outro, cerca de 50 adultos. Depois das ofertas aos amigos, o plantel fica completo na ordem dos 100 efectivos, metade novos, metade adultos e já estão a contar com uma antena, do quartel dos bombeiros que quase sai da parede traseira do pombal e que ceifa anualmente alguns dos melhores atletas. Realmente é impressionante a proximidade e a dimensão desta antena,  diz o Carlos que já pôs o coração do outro lado e que já esta preparado para perder alguns dos que mais gosta. Este facto, leva a que os seus pombos voem semanalmente em concursos e treinos, quase ininterruptamente já que é preferível perde-los na competição do que para aquele edifício perigoso que nasce bem em cima das suas instalações.

Uma das máquinas do Pombal…

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Quando questionados sobre os Concursos de carácter nacional, a resposta foi rápida, “Acham que os Nacionais vão dar uma maior visibilidade ao seu distrito. e os columbófilos da região devem aproveitar esta oportunidade”

Já quase no final da tarde deixei um espaço sem perguntas, apenas destinado a algum agradecimento especial e também ai a resposta foi concisa e rápida: “Referência ao Paulo Franco que em 2005 se mudou para Campo Maior”, pessoa que os entrevistados consideram “do mais perspicaz e conhecedor de pombos de competição, veio trazer novos métodos e ensinamentos, para alem de pombos de qualidade”.

Tudo o que é bom acaba depressa, e neste dia não foi diferente. Uma visita tranquila, onde encontrei boa gente, afável de sorriso rasgado e de uma simpatia que me vou habituando. Obrigado pela vossa recepção e por mostrarem o vosso trabalho e os vossos melhores pombos. O columbofilia Online fica muito agradecido.

Um bem aja, companheiros columbófilos e boa campanha de 2017.

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