Portugal Campeão do Mundo de Columbofilia 2018

AÇORES – a última fronteira columbófila!

AÇORES – a última fronteira columbófila!

 

Agradecendo o gesto do Hélder ao me ter solicitado notícias deste nosso Arquipélago esquecido enceto com este título um conjunto, de missivas que visam engrandecer a nossa columbofilia insular e assim prestigia-la.

Não tenho dúvidas de que a columbofilia em Portugal hoje é uma atividade marginal, sem prestígio e que vive num nicho fechado. É conhecida entre nós os amantes da columbofilia mas para fora é simplesmente ignorada. Quando falamos de pombos-correios apenas ouço um leve esgar e um sorriso de incompreensão. Não nos iludamos a nossa expressão é mínima e com pouca força.

A primeira caraterística que um doente tem que ter para se tratar é o insight; ou seja ter a perceção de que está doente para dar passos para se tratar. A columbofilia está por assim dizer doente e não queremos ver, andamos entusiasmados com pequenos pormenores e não vemos o todo. É urgente rever campeonatos, soltas, encestamentos usar todas as nossas tecnologias e sobretudo trazer a columbofilia para o século XXI com os meios disponíveis para o efeito, é preciso levar a columbofilia às pessoas. Como exemplo vejam as iniciativas excelentes e de louvar da nossa FPC a nível de publicações em jornais nacionais desportivos, no entanto perdemos a transmissão na RDP e precisamos de aparecer em horários nobres na televisão ou teletexto como outros países. Naturalmente que isto tem elevados custos, mas temos de os assumir e partilhar.

Por outro lado o nosso desporto apesar do pombo-correio ser de utilidade pública a columbofilia não o é! Vejam a lei Regional daas Canárias que estabelece as normas para a competição desportiva, social e enquadra o columbófilo e o seu desporto na Sociedade. Nesta lei estão normas, deveres e muitos direitos a quem tem pombos de competição, isto impediria muitas chatices e queixas em tribunais a que assistimos impotentes sem força para s rebater.

Voltando aos Açores, não faz sentido que as coletividades dos Açores no meio do atlântico não possam de maneira igual concorrer a um campeonato Nacional, apesar de termos de nos reger pelo Regulamento Desportivo Nacional parco e sem especificidade Insular. Cumprimos com todos os itens que nos obriga por lei a FPC, pagamos da mesma maneira que todos os columbófilos e clubes de Portugal Continental mas não temos os mesmos direitos.

Duvidam da qualidade dos nossos pombos ou columbófilos? Eu não!

É imperativo alterarmos o regulamento Nacional atribuindo-lhe uma adenda própria às ilhas dos Açores, a nossa columbofilia não deve ser encarada como engraçada mas como competitiva e singular. A sua dificuldade ultrapassa qualquer uma em território Nacional, vejam a localização dos Açores e tentem imaginar.

Com todas estas dificuldades o nosso clube assume um conjunto de incumbências que não deveria nomeadamente;

  • Pagamento de todos os transportes inerentes a competição (barcos, veleiros, aviões)
  • Pagamento de delegados de solta
  • Pedidos de autorização de soltas para entidades oficiais, PSP, GNR, aeroportos, navegação marítima
  • Discussão com Organismos Centrais (Governo Regional)
  • Discussão de apoios privados e institucionais
  • Negociação de contratos de publicidade com Rádios para marketing da Columbofilia

Todas estas ações são realizadas pelas Associações Distritais ou FPC.

A nosso pedido foram discutidas estas e outras questões em reunião tida aqui nos Açores com a FPC. A nosso ver merecemos maior autonomia e sobretudo visibilidade porque não aceitamos não ser merecedores em pleno direito de competir para sermos campeões Nacionais, se vamos conseguir ou não isso é outra história.

Os delegados dos clubes/columbófilos eleitos e com assento nas reuniões da FPC não nos representam pois o conhecimento efetivo é muito pouco, por culpa de ambas as partes.

As Canárias já tiveram pombos olímpicos.

Imaginem uma equipa de futebol dos Açores não poder ser Campeã Nacional com os mesmos regulamentos da FPF!

Iremos lutar para a dignificação da columbofilia açoriana e em próximas missivas darei a conhecer um pouco melhor da organização e estratégia para gerir um Clube nos Açores que é um exemplo na nossa opinião.

Um grande abraço dos Açores

Luís Soares

Presidente da Direção do CCSM

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