Columbofilia nos Açores – Exposição 2024
O Arquipélago dos Açores é composto por 9 ilhas, em tempos teve atividade columbófila em mais
que uma delas, mas ao longo dos anos por diversas razões foi se extinguindo e atualmente
resume se oficialmente registado na casa mãe que é a Federação Portuguesa de Columbofilia o
clube columbófilo de São Miguel, registado o seu inicio a 25 de Novembro de 2000.

Desde logo se começaram a realizar eventos, quer competitivos como exposições temáticas,
foi um período em que todos estavam motivados. Aproveitávamos as alturas do ano mais mortas, normalmente após as competições para realizar atividades, eventos e confraternizações. Tudo na vida, nos pombos e na columbofilia não é diferente, é preciso sangue novo e motivado para que se evolua e se cresça.

A nossa columbofilia praticada por muitos, mas muito pouco compreendida é bastante diferente da praticada no continente, só estando no local e vendo a realidade de perto se percebe que não é a mesma que é praticada nos continentes, pois voar sobre mar, que é um local sem referências, onde o que tem mesmo de funcionar é o poder de orientação que as nossas aves possuem, uma capacidade que continua por explicar cientificamente, cá nos Açores quase todas as teorias terrestres se desvanecem por não existirem rios, estradas, linhas de comboio nem pontos de referencia, de fixação com a passagem várias vezes no mesmo local, o MAR é o teste máximo ao sentido de orientação no seu mais puro sentido de existir, uma capacidade natural do pombos correio. Competir em alto mar tem exigências diferentes, logo à partida os atletas têm de ter capacidade de regressar a casa e nesse dia têm de estar particularmente bem, pois não há sitio para descansar ou para recuperar de um momento menos bom. A seleção é rígida e só mesmo os melhores dos melhores têm sucesso.

Com nova equipa que lidera a direção da coletividade foram surgindo ideias pelo Presidente
Antero Luís para que novos projetos e visões se iniciassem, foi por iniciativa do mesmo que com uma logística muito complexa, pois o clube não possui barco para a realização das soltas que se foram fazendo contactos e com conhecimento e boa abertura das entidades, nomeadamente dos barcos de porta
contentores que regularmente fazem viagens Ponta Delgada para Lisboa, Funchal ou Terceira, que se abriu a possibilidade de novas linhas de voo e assim se está evoluindo nesse sentido. Fica fora de orçamento alugar barcos específicos para exclusivamente fazer uma solta, o numero de pombos não o justifica, é preciso fazer parcerias.

Fazendo parte das promessas da então direção de revitalizar o clube em várias direções, sendo que uma
delas é chegar mais próximo da sociedade civil com a demonstração do que é a columbofilia, e do nosso trabalho em prol do desenvolvimento desta atividade e da competição com o pombo correio, quisemos também levar à população em geral a informação de como se desenrola todo o processo e como este processo é sem duvida uma mais valia para a sociedade e para a ilha. Neste sentido foi idealizada uma exposição temática e classificativa com o intuito prático de demonstrar o mais perto possível a nossa realidade tanto desportiva como temática. Trouxemos a público desde antigos contratadores e as respetivas anilha usadas há muitos anos como equipamentos mais rudimentares e outros mais modernos por forma a contarmos um pouco da historia da evolução ao longo dos anos, de onde viemos, e para onde vamos. Trazer um pouco de cultura columbófila à nova geração de columbofilos. Julgamos ter alcançado os objetivos, a exposição foi um sucesso.

No âmbito classificativo fez se deslocar um juiz da Federação Portuguesa de columbofilia, José António Pliças onde para alem de classificar os 60 exemplares, ainda realizou uma palestra prática sobre vários
pormenores a ter em conta em próximas Exposições a realizar. Esteve também presente um columbófilo de renome, João Pedro Dias embora jovem já com demonstração de valor ao ser 2 x campeão nacional de Meio fundo, trouxe até nós a sua perspetiva e partilhou conhecimentos. Para alem da presença destes senhores da columbofilia nacional pudemos contar com a presença do Sr Presidente da Federação Portuguesa de Columbofilia, José Luís Jacinto, foi uma honra para a columbofilia local e para a ilha.

Para terminar foi de enorme valor para todos nós o que se passou neste evento pois já alguns anos que este
tipo de iniciativas estavam adormecidas, as sementes estão lançadas para outras atividades
iguais ou relacionadas para estes ou outros dirigentes.
Presidente da direção do Clube Columbófilo de São Miguel
Antero Luís

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